O em mim.

Do quanto em mim recrio e faço renascer obrigado por tão doce função, caril do tempo, fecunda, sombra enlevada por espírito tão graciosamente zombeteiro. Fustigado “pela dor e pelo eterno vento”, cabisbaixo ante o peso de uma realidade trucidante — contumaz sensação de impotência e perplexidade.

Oriundo de tanta riqueza, fruto de beleza ímpar, massacrado por desvios de um orgulho inútil, enquanto se viam ao largo recomendações e revoadas de muitos nomes.

Fixo e inerte, petrificado súdito da tristeza, espera docilmente a solução que ponha termo a um amor tantas vezes recriado. O fim de tudo, a luta, a falta, o sorriso largo, encimado por sentimentos fruidos, tristemente solitário, claro e amante, como pedras que transbordam sua alegria fria entre verdes e o ar.

Cânone, flácido — irradiando. A própria voz, o sopro. Menção ao antigo, respeito consentido — amigo amoroso. Farsa.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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3 respostas para O em mim.

  1. priscilla disse:

    gosto do des-gosto…. por que?

  2. Thiago Gonçalves disse:

    por que?

  3. CoRa disse:

    ao longe oiço uma voz
    uma voz lá longe diz algo de mim
    que mal distinguo o que é
    nem se bom, nem mau julgamento
    mas é alguém
    é sobre mim
    e tamanha é a gana de dizer algo a respeito
    que se faz digna de ouvir
    ainda que indigna de ser levada à serio… ;)

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