Björk – Tim Festival

entre São Paulo e Pedreira, são 150km, uma hora e meia de viagem. antes de começar essa viagem, precisei sair do Anhembi e caminhar até o estacionamento. antes disso, precisei deixar o estado de catarse completa em que me meti a partir do momento em que a Björk terminou de cantar Declare Independence.

não sei a lista das músicas, podia procurar, mas não vou – outros blogs menos preguiçosos farão isso hoje. não sei quantas pessoas estavam na Arena Skol – dez mil? quinze mil? menos? mais? não sei. era muita gente. pulando, gritando e aplaudindo.

Spunk Rock e Hot Chip passaram se arrastando. impressionante… e nesse ponto concordo com o Ronald: por que não perguntar ao público antes do festival quais bandas queremos? é simples. a internet está aí pra isso! por que não? o som falhou, a primeira banda fez uma apresentação que mais parecia um show de axé, a segunda cansou demais com seus barulhinhos eletrônicos infinitos. não sei onde os caras do Kraftwerk estavam com a cabeça quando convidaram os caras pra remixarem suas músicas. bom, passaram.

a Björk não veio de trufa pra São Paulo. veio de… de… bom, cada um que se decida. eu não estava próximo ao palco porque preferi ficar longe – simples assim. gente demais, espaço de menos, tempo abafado prometendo chuva; preferi o relativo conforto da lateral, de onde pude ver, sem maiores problemas, uma apresentação incrível.

e digo incrível porque sou fã dela. digo incrível porque vê-la a poucos metros de mim, cantando e brincando no palco, foi uma emoção indescritível. muita gente não achou. do meu lado mesmo uns dois ou três riam da “roupa maluca” e das “músicas malucas”. não os matei. a música da Björk não é de fácil “digestão”. quem gosta, ama; quem não gosta, odeia – ou é indiferente. e muitas pessoas ali no meio conversavam sobre a vida enquanto rolava o show.

eu não sei o que dirão. pode ser que surjam posts e mais posts me desmentindo, dizendo que o show foi uma merda ou qualquer coisa assim. mas por ter sido meu primeiro Tim Festival e meu primeiro encontro com ela, não poderia ter sido melhor.

hoje durmo embalado pelas “músicas malucas”.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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Uma resposta para Björk – Tim Festival

  1. Cris disse:

    Caramba… Tu viu a Bjork! Queria tanto ter ido!!
    Todos que conheço e que foram ao show dizem ter tido a mesma reação que tu. Catarse completa.

    : )

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