renitente

faz de conta que o mundo tem três coisas importantes. faz de conta que você é uma dessas coisas e que as outras duas se dividem em mais duas e essas quatro em outras dezesseis. quem garante que não? duvido que folheando revistas antigas a gente não encontre explicações pra essa beleza exponencial. o mundo não exige da gente muito mais do que disposição. e se é com clichê que se diz essas coisas, peço desculpas.

nisso de fazer de conta a gente não consegue fugir de acreditar que tudo tem sua importância. até aquilo que nos oprime e dificulta. tristeza combina com beleza. e eu deixo isso a cargo de quem entende.

dorme, minha pequena. não vale a pena despertar. eu vou sair por aí a fora, atrás da aurora mais serena. dorme, minha pequena, não vale a pena despertar.

trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que chamam lar, as sombras de tudo que fomos nós; as marcas de amor nos nossos lençóis – as nossas melhores lembranças. aquela esperança de tudo se ajeitar, pode esquecer. eu bato o portão sem fazer alarde. eu levo a carteira de identidade. uma saideira, muita saudade. e a leve impressão de que já vou tarde.

dias sem colorido não são necessariamente dias pra se esquecer. medo de escrever é feito corrente: a gente vê as coisas acontecendo e não encontra outro meio de contar, gravar, guardar, esquecer…

que teimosia é marca registrada.

e vamos.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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