(crise.)

Houve tempo de espera, de esperar pelo prometido. Em algum ponto da existência lhe prometeram e não havia nada a fazer a não ser esperar. Foi o que fez. Anos a fio. Não foi espera vã. Mas foi sofrida.

Não foi vã porque, agora, nesse fim-recomeço, olhando pra trás, vendo a espera, é mais fácil compreender que o que passou precisava acontecer. Foi sofrida porque, bom, porque foi assim que ele escolheu. É escolha… Ninguém até agora provou o contrário – nem tampouco afirmou categoricamente. Então ele chuta: é escolha. São algumas opções, às quais vamos nos acomodando. Sofrer é estar acomodado no sofrimento, na expressão de pena e desespero nos rostos alheios.

Mas, dizia, houve tempo de espera e de sofrer. Houve. Hoje há descrença. Que alivia. Não é fuga, penso. Pra que prender? Se prender, prender outros… Já disse aqui, pra mim (ou pra ele, já não sei mais) está nessa necessidade de ter alguém, algo, coisas, sensações, jeitos, o combustível do sofrimento. Pelo menos desse tipo de sofrimento. Há outros – claro.

Falando dele de novo, é como se precisasse passar por tudo isso pra compreender que não tem que haver metas, objetivos, crenças, princípios, fins, motivos… São grilhões, todos esses. Ainda não sabe, porque ainda não é hora de saber, se precisa haver limites; se há limites diferentes: em intensidade, em importância, em justificativas, em necessidade.

São conversas de bar. Entendimento da vida regada a risadas e cervejas. (E importa?)

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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4 respostas para (crise.)

  1. Fabi disse:

    Caríssimo,

    Nem sempre se enxerga a escolha feita. Assim, martiriza-se. Não é fácil deveras escolher entre opções, nem que sejam elas muitas, quando se está na escuridão, onde uma pequena luz ofusca as menores.

    Demais, agradeço profundamente. Amei, parece que foi para mim.

    Fabi
    São Paulo – SP

  2. diogo disse:

    Caso lhe interesse.. procure por um livro chamado “Rio Botequim”… nele contem os melhores botecos do Rio e suas especialidades… como os bolinhos de bacalhau dos botecos de vila isabel até os mais escondidos do Leblon… e se vc tiver sorte de visitar todos eles… vai perceber o q falta em são paulo.

    abraços

  3. diogo disse:

    Ps.: se não me engano, o livro é gratuito e distribuido pelo governo do estado… mas não tenho certeza.

  4. Fernanda Cristina disse:

    só pra não deixar passar batido, escrevo aqui (porque penso, pensei – será que no mesmo bar?)
    :
    se ama, ainda ama. sofre um tanto. mesmo que não se coloque a exata palavra (e o termo palavra, aqui, não é gratuito) “sofrimento”. amar é desejo que o sorriso ser sempre seu. desejar (e atente, não estou falando de sexo). desejo não satisfeito=dor. mesmo que acomodada, mesmo que não como antes. sofrimento misturada a sangue na veia, pois, nem se percebe mais.
    não?

    bizoca

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