seca criativa.

quando eu resolvia contar um história sem pé nem cabeça, simplesmente saía escrevendo, sem pensar muito naquilo que ia saindo e, no fim, geralmente, algo de bom aparecia escrito. mas a “culpa” normalmente não era minha… escrever é fácil. quem descobriu isso teima em dizer que é difícil ou então dificulta os passos básicos meio que pra manter um segredo que todo mundo devia conhecer. ouve o tio: escrever é fácil.

não lembro bem quando descobri isso. aliás, um parênteses, quem descobre quão fácil é escrever geralmente usa o novo “dom” e cria a história mais mirabolante sobre seu início. eu não lembro quando descobri. tenho anotações desde há muito tempo, mas poucas têm datas.

não era sobre isso que eu queria falar. tentei escrever um conto ainda agora, como já tentei dezenas de vezes nos últimos tempos – por motivos que eu mesmo desconheço, sinto necessidade quase fisiológica de “parir” um conto -, mas, repetindo o que aconteceu nessas outras tentativas, morri na praia: cheguei à quarta frase, reli e achei uma merda.

vai ver estou sendo punido por nunca ter escondido que escrever não é coisa de iniciados. ainda mais hoje em dia, com tantos meios possíveis de acesso às grandes obras, aos grandes autores, que sempre serão ótimos balizadores… é só escrever, deixar escorrer pelo papel o que lhe vem à mente e, se você quiser, luxo dos luxos, é possível até que encontre leitores fiéis dos seus escritos. parece que eu rompi com o código de conduta de “os escritores”. fui pouco ético com os outros portadores do segredo e me estrepei. “a César o que é de César”, por suposto…

[ou vai ver, é só fase.]

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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Uma resposta para seca criativa.

  1. Fernanda Cristina disse:

    Meu Mestre Cid disse:

    1. todo escritor é metido

    Talvez isto se relacione com o que o Mestre Nelson disse:

    2. A literatura (ficional, se quiser chamar assim ) tem dois planos: a) a idéia/história ( se for simplória já caipor tera tudo) e b) o modo como se conta. Isto se relaciona intimamente com a maior máxima deste mestre:
    3. A literatura, a boa literatura, sempre dói. Sempre tira o leitor do prumo, no riso ou no choro eu acrescento.

    Qualquer um pode fazer uma boa literatura? Quem pressente que é boa, continua e por pressentir que é boa, é metido. Vê? rsrs

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