(Texto de merda.)

Vontade de escrever no ritmo da música que vai tocando, sem perder muito tempo com a conexão das idéias, dá vontade de lembrar e escrever. E por que não?

Bichas no ônibus, quatro delas, já embarcadas quando entrei. Entrei junto com um bêbado na rodoviária, a menina disse que ele foi empurrado pela mãe do banheiro onde lavara o rosto para dentro do ônibus. Aliás, a menina tem ido muitas vezes pra Campinas de ônibus ultimamente e coincidentemente nos mesmos ônibus que eu uso. Bah! Que bobagem… São sempre três ônibus: um ao meio-dia, outro às duas e tem o das dez horas – mas esse eu nunca uso, porque minha mãe não chega em casa tão cedo. Acho que amanhã ou depois minha pele começará a descamar e eu perderei minha cor diferente. Arde um pouco, mas é engraçado me enxergar de outro jeito, só pra variar. O lençol novo da cama nova é macio, compensa o desconforto. Na quinta-feira estarei dando aula novamente, a viagem de ônibus (de novo) cansa só de imaginar, mas ensinar é gostoso. Vou falar sobre a África. Quer assunto mais interessante? Ok. Meu amigo se apaixonou por uma nova amiga, e vice-versa. Eu sou um bom cupido, só não sei me cupidar. A música que está tocando se chama 7-1000. Letras em itálico me lembram outra amiga. Ela não gosta de letras clichês. Eu acho engraçado o fato de existirem até mesmo tipos de letras clichês.

Preciso monografar. Não sei sobre o quê. O professor sugeriu que eu parasse de tentar encontrar o meu objeto olhando para fora, pela janela do ônibus e me concentrasse em procurar a resposta (ou a dúvida) num livro de método – “Nosso companheiro mais fiel”, foi como ele disse. E ficava me olhando de rabo-de-olho – o professor, não o livro -, como quem diz: “Ah, essa juventude…”. Ele nem é assim tão velho. Mas é um homem a quem eu me refiro por mestre sem qualquer constrangimento. É um verdadeiro mestre – que mais pergunta do que responde. Então, por conta disso, acho que no livro de método eu vou encontrar dúvidas. Mas é só um achismo. Hoje eu ouvi de um rapaz da faculdade uma indagação fantástica. Se o espaço geográfico é o conjunto contraditório de sistema de objetos e de sistemas de ações, por que cargas d’água as pessoas escondem o “contraditório” nas suas definições particulares? Não entendeu? Não importa… Saiba apenas que dá muito o que pensar, quando você se lembra de que passou cinco anos sem atentar pra contradição inerente ao híbrido sobre o qual se debruça. Ele disse, até, que essa definição pode estar completamente furada desde a sua base filosófica, porque une racionalidade e irracionalidade. Que te importa, não é? Nada. Bem sei.

Só estou lembrando…

Sono. E isso não é lembrança.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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