deixa o verão…

Odeio dias quentes, com o ar parado; o meu humor podre, a mente que não consegue funcionar direito. Me irrito e sou agressivo. Não é culpa minha. A culpa é do calor. Ódio. Lá fora: 32ºC. Isso deveria ser proibido.

Ontem à noite, quando desci do carro, Campinas recendia a biscoito. Um cheiro leve – quase um perfume – que dominava todos os espaços. Há uma fábrica de bolachas a alguns quilômetros da faculdade, que, de quando em vez, cheira por tudo. Um bairro inteiro de biscoito. Pessoas-bolachas.

Voltando, dentro do carro de novo, o João Bosco, aquele, se perguntava “qual é o prazer de sorrir se ela não vai ver?”. Preciso concordar com ele. Entende que eu preciso? Ainda mais num dia feito esse – que é igual ao de ontem: quente, modorrento, parado, infinito… Um dia que incomoda. Incomoda pela insistência. O frio se vence (roupas e tudo), o calor não.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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