brand new world – every day.

O curioso é notar nossa constante volta aos instintos antigos, que a gente tenta a tanto custo manter inativos. Digo isso porque fiquei pensando no quanto lutamos – virtualmente, mas nem sempre – pra manter intactas nossas referências externas. O que eu quero dizer com isso? Puxa…

Bom, talvez eu devesse usar “eu” e não “nós”, mas é que ultimamente tenho percebido que muitas coisas que se passam comigo, se repetem noutras pessoas (preocupações, aflições, medos, até mesmo lembranças que eu julgava serem só minhas e depois vi que não é bem assim). No entanto, melhor falar na primera pessoa. Então, eu, daqui do meu pequeno pedestal de onde enxergo o mundo e o analiso, percebo que tenho uma relutância severa a mudanças. Mas não pequenas mudanças; tenho paúra das grande mudanças estruturais. Medo de ver meu pequeno mundo desmoronando diante de novidades. Como se voltasse à vida selvagem, preciso saber que alguns elementos cruciais continuam lá, inalterados, pra que eu consiga ir tocando todo o resto – contornando as pequenas mudanças, os perigos, a labuta diária (que na selva é manter-se vivo e que aqui… ahm… não é muito diferente).

Quando eventos extremos acontecem, não raro a gente se sente perdido e sem chão. Acho que é resultado da ação desses instintos latentes (ou que tais) combinados a mais alguns fatores, claro. Até que tomemos pulso da nova situação, ficamos em estado de alerta, tensos, irritadiços… Pode ser tudo uma grande besteira, mas é que fiquei pensando sobre isso. Principalmente sobre como são fantásticos os novos mundos, as surpresas que a vida nos dá (ou empresta, não sei bem). Só que aquele medo, o receio, a exitação, tiram uma parte considerável do brilho dessas situações.

Um dos meus novos propósitos é, de um jeito ou de outro, sem saber como, tateando no escuro, tentar aproveitar essas coisas todas e não me acostumar a transformá-las num carretel sem fim de agouros e maus presságios. Até porque me parece ser uma opção mais inteligente…

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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