42?!

Duas notícias sobre planetas nessa semana estranha: Plutão não é mais um dos nossos e Marte, nesse domingo, estaria tão próximo da Terra que ficaria do tamanho da Lua. Se eu fosse um pouco conspiratório pensaria que esses astrônomos são todos eles donos de editoras de livros didáticos. Essa conversa de planeta/não-planeta lhes renderia milhões em reimpressões; não é o caso. Minhas paranóias referem-se a coisas mais corriqueiras, como ficar procurando informações tendenciosas em reportagens de jornais e revistas. Um divertimento que recomendo. A segunda notícia, sobre Marte, não passava de mais uma balela inventada por esse povo da Internet que não tem muito o que fazer. Ele, o planeta, esteve próximo em 2003 (56 milhões de quilômetros: algo como a distância entre São Paulo e, sei lá, Presidente Prudente) e só voltará a aproximar-se em 2020 – ou qualquer coisa assim.
Enquanto leio sobre isso, escuto Volta do Mar, uma banda de post-rock dos Estados Unidos. Os caras tiraram o nome de uma frase de um dos livros do Saramago. Li apenas duas obras do português, portanto, não sei dizer de qual livro saiu o excerto. Ah! Não me pergunte o que é post-rock, senão eu respondo. São músicas imensas, na maior parte das vezes sem letra, cheias de experimentações, muito barulho, alguma repetição, frases no lugar dos títulos, com uma capacidade fantástica de me tirar desse mundo e me fazer passear por uns lugares estranhos. (Você quis saber; eu sei.) Volta do Mar é uma dessas bandas. Há quem chame de vanguarda. Eu sei lá. Post-rock é pretensioso demais. Algumas bandas deviam entender isso e simplesmente parar de tentar. Volta do Mar eu deixo continuar.
Apesar disso, bom, daquilo, eu saí no quintal hoje para procurar Marte-do-tamanho-da-Lua. Ainda não tinha lido a explicação. Vieram me perguntar e eu fui ver. Um amigo até explicou ontem como e por que a coisa toda se daria – algo sobre difração da luz… “bobagem”. Daí eu lhe disse isso – que era bobagem – e ele me mandou tomar cuidado com o meu ceticismo. Disse até que muita gente no meio acadêmico crê nessas coisas (não estou mais falando de Astronomia, mas de Astrologia, e Plutão), mas que elas têm medo de deixar isso transparecer nos trabalhos que apresentam. Não duvido… Ando vendo tanta coisa nova que não me custa dar o benefício da dúvida a uma informação dessas.
Portanto, não se surpreenda se daqui algum tempo os raciocínios vierem acompanhados de cálculos astrológicos, com direito a ascendência astral e tudo mais. Vai ver a explicação de tudo está aí mesmo e não no 42.
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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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