Sei lá…

Todo mundo se sente um pouco escritor quando tem um blog e o leva minimamente a sério (o que constitui um erro grave, levar um blog a sério). Bom, sei lá se todo mundo – eu me sinto. Me preocupo com o que vou colocar aqui, ainda que isso não vá interferir no destino do mundo, mas não gosto quando me obrigo a escrever alguma coisa.

Esse bem podia ser o começo de um texto para uma despedida.

Queria que alguém mais velho, mas não muito mais velho, me dissesse que também passou por esse momento de dúvida absoluta, que se sentiu sem rumo, quase sem chão; que entende quando eu digo que isso não é “frescura”, que sobreviveu às dúvidas e manteve-se firme nas decisões sobre as coisas em volta…

Será que você vai ler? Acho que sim. Você me ensinou (de um jeito fantástico), entre risos e vergonhas, que um caminho de dúvidas talvez seja a nossa única saída, que talvez cultivar certezas nos torna prisioneiros delas – em vários sentidos. Mas nesse momento, preferiria um pouco menos de dúvidas e pouquinho mais de chão firme pra pisar.

Ando confuso a não mais poder.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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