a incapacidade de ajudar.

Sai de casa e volta sem querer. Viaja muitos quilômetros sem sentir o chão correr sob seu pés. Chega a flutuar – e não tem vento no rosto. Dos abraços só se recorda dos perfumes só se recorda dos sorrisos só se recorda da impossibilidade de vê-los. Come e não sente qualquer peso. Nada pra queimar o que noutro segundo não existiria – porque já não mais sentiria. Dorme. E dormir lhe faz bem; como nada mais. Vive e trabalha porque palavras vazias assim predisseram. Não fala sobre dinheiro, pra irritar quem não fala d’outra coisa. Os dedos não lhe obedecem: escrevem, impunes. A noite acompanha de longe – muitas vezes lhe recusando sua luz. Só lhe resta ser feliz; é só o que tem de si.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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