meu presente de natal.

Olá,

Eu sou um geógrafo. Melhor. Estou estudando para me tornar um geógrafo. Legal, né? Não? Bom, eu acho.

Nem sempre eu quis ser um geógrafo; antes, quando ainda um pequeno infante, pensava na remota possibilidade de ser motorista de ônibus lá em São Paulo. Adorava a idéia. Hoje, sem qualquer desmerecimento à profissão, entendo os muxoxos de minha mãe sempre que eu lhe contava meu sonho profissional. Um pouco depois disso, pensei com carinho no Jornalismo. Prestei até vestibulares nesse sentido. E também ouvia muxoxos de mamãe. Mas divago…

O fato é: eu sempre gostei de geografia. Mesmo aquela do ginásio e ainda mais dessa que aprendo agora, da Academia, que descobri ser tão diferente daquela. Gosto tanto que, criança, passava tardes e mais tardes folheando atlas; descobrindo lugares através de seus nomes, de suas cidades, a língua de cada um, o desenho das bandeiras, os rios, enfim, me esbaldando num mundo praticamente de faz de conta. Porque eu sempre soube o nome da capital da Eslovênia – e achava o máximo Ljubljana ter esses jotas pelo meio -, mas, obviamente, saber o nome das capitais, dos rios, das línguas, não servia de muita coisa no sentido de entender o mundo, concorda? Do que me servia saber os nomes mais estranhos, das cidades mais obscuras, se eu ignorava sua realidade enquanto fruto de movimentos da sociedade?

Eis que os anos passam, eu entro pra universidade, aprendo muitas coisas (algumas delas antes mesmo de estar lá), passo a enxergar o mundo com outros olhos, mais críticos, mas em momento algum deixei que se perdesse esse encantamento que sempre senti com relação ao diferente. E meu esforço foi recompensado, veja você. As novas tecnologias da comunicação, do sensoriamento remoto, a Internet, a informática: tudo isso contribuiu para que hoje eu tenha aqui no meu computador, no conforto de meu lar, um treco chamado “Google Earth”. E, céus, pouca gente consegue imaginar o quanto é fantástico pra mim poder interagir com o mundo de uma maneira tão fácil e ao mesmo tempo tão encantadora.

Você entende que com isso, com esse software, eu posso ver Ljubljana? As ruas, os bairros, sua disposição espacial, o rio, como ela respeitou os pequenos morros que estão ali próximos, o desenho da cidade, enfim, e, munido das ferramentas que a faculdade de geografia me deu, tentar (e, às vezes, conseguir) entender o por quê daquilo… Poder ver, em detalhes, algumas coisas que antes eram desenhos num papel, e agora se realizam. É fantástico!

Ninguém entende. A maioria me acha um excêntrico (mesmo meus colegas geógrafos). Mas tudo bem. Contanto que eu consiga ir de um canto ao outro num clique e ver o que eu sempre soube que existia, pra mim tudo bem.

Ahm, bom, essa história toda pra ensejar mais uma coisa. Lendo o Utopia Dilucular, encontrei um negócio bem legal. É um lugar onde eu posso ver de onde são as pessoas que porventura passem por aqui. É só clicar aqui, ó. Coloque um nome, sua cidade (lembrando que ela, provavelmente não fica nos EUA), e deixe a sua marca pra eu ver.

Adorei a idéia. Quem fizer estará me ajudando a ser um menino feliz nesse Natal que se aproxima. =)

De qualquer forma, vou deixar ali do lado um link pra que as pessoas possam mostrar de onde vêm.

Me despedindo, sem mais para o momento, subscrevo-me,

Thiago.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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