olhos fechando; sono.

Em algumas épocas a lua acaba que fica ofuscada por certos brilhos mais abaixo. Os faróis brilham muito, as lâmpadas da iluminação brilham muito, os letreiros nas avenidas brilham muito, até os celulares espalhafatosos brilham muito: e tanto brilho junto reunido, desvia a atenção que a lua merece.

Nesses dias, o mundo pesa mais. Sabe como é? Não sei explicar bem ao certo. Mas coisas pequenas, desimportantes, ficam grandonas, insustentáveis… Há algum tempo está assim. Eu olho pra cima, fixo a atenção na lua, mas nada adianta. São dias compridos – quase intermináveis de tão compridos.

A luz da lua é só uma metáfora pobre pra explicar dias assim. Outra: nessas épocas, eu adoraria ter milhões de comentários no blógue. Depois passa. Mas não nesses dias.

Há uma coisa em comum nessas duas metáforas; se você reparar bem, está ali.

Ah. Eu gostaria bastante de ter a minha câmera de fotografia de volta – só minha – pra eu poder registrar isso tudo, e provar minhas maluquices. As coisas brilham mais e os olhos ardem e os livros têm letras menores e os sorrisos somem e a sensação que prepondera é a de que está tudo voltando a ser como antes.

É pra isso que serve “uma boa noite de sono”.

PS: Ao mesmo tempo em que coisas muito legais se aproximam, porque, afinal, faltam só 12 dias. E o que são 12 dias, se ela vai estar lá e seu a amo? Me diz quem souber, que eu dou uma jujuba.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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