fatos.

Eu perdi meu estojo hoje. Na verdade, foi na terça-feira, mas só me dei conta hoje. Não tinha muita coisa lá, apenas o indispensável: duas canetas – uma preta, outra azul -; uma lapizeira, grafite HB 0,7 mm, azul; um lápis (for the old times, dude); uma borracha, daquelas de capa verde, branca, que nunca acabam e uma caneta de tinta permanente, que usam pra escrever em CDs. É um estojo fininho, pequeno.

E daí? Bom, não sei. Caiu no chão de uma sala e eu me esqueci de pegá-lo antes de ir embora.

Hoje eu não prestei atenção à aula. Estava chato. A mulher fala mais alto do que deveria, de um assunto pouco interessante, numa quinta-feira à noite: péssima combinação. “Estudos populacionais” é o nome da disciplina de hoje. Estimulante, não? Nesse semestre só o que tem valido a pena mesmo é a aula da terça-feira. Ouvindo o que o professor falava eu derrubei o estojo no chão, entre a mesa e a parede – daí não quis pegar, não deixei o cara da frente se contorcer por conta de um estojo e ele ficou lá. Não sei se ainda está.

E daí? Ainda não sei.

Sabe qual é o seu problema? Você exige demais de uma quinta-feira à noite.

Eu acho que uma moça gosta de mim. É “acho” e “gosta de mim”, assim, praticamente um adolescente. Ficamos brincando hoje e ela pareceu levar a sério. É tão legal isso… E ela é bonita.

Se perguntar “e daí?” de novo, juro que não te dou mais essas flores. Eu juro.

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