assim, de surpresa…

Sempre que posso ando nos carros olhando para fora pela janela de trás. As coisas parecem ser pegas de surpresa, como se elas se preparassem para serem vistas apenas pela frente, e quando o carro passa, quando a pessoa segue andando, elas relaxam a barriga, dão um suspiro, voltam a se coçar, a limpar o nariz… Olhando pra trás, escondido no carro, meio afundado no banco, eu gosto de vê-los assim: desprevinidos.

Esse mundo, todo ele, o tempo todo, é como uma poesia sutil dita ao pé do ouvido. Indiscutivelmente bonita. (Mas, claro, tudo pode parecer assim – lindo – porque sou um cara apaixonado, e caras apaixonados perdem a noção das coisas.)

(Ainda bem…)

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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