auto-ajuda (rá. blergh!)

[“Sunrise” – Claude Monet (1873)]

“Além de tudo, ela canta divinamente – e sorri”.

Tudo o que? Pois é: tudo o quê.

O problema, na verdade, são três problemas. 1º. Eu invento realidades que coincidem (surpreendentemente) com as minhas mais belas espectativas e tenho o péssimo hábito de vivê-las (sozinho); 2º. Se essa realidade é mesmo a Realidade, eu justifico minha inércia de mil maneiras – não me movimento, porque, bom, porque ficar parado é, sem dúvida, mais fácil; e 3º. De alguma forma eu enxergo tudo isso no exato instante em que tudo isso acontece, e sigo – apenas sigo.

Agora, talvez, a questão posta ganhe significado mais consistente. “Tudo o que?”

Enfim.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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