Desde que me digam, não vejo problema.

Sem poesia, quase tão duro quanto um coração de pedra; gelado e inerte como a lápide de mármore que cobrirá os três esquifes (feitos em cipreste, zinco e carvalho) do ex-Papa, venho aqui dizer que, oh!, meu caralho, de quê adianta tudo, se no fim das contas, sou só eu? Perceba a não-poesia, o escárnio, a ironia implícita e latejante, a dor pungente e amarga que escorre disso: eu, e só eu.

Agora vá colher flores no jardim. (E me traga uma.)

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Me disseram hoje que Deus (\o/) é – foi, sei lá – o maior geógrafo de todos os tempos, forever and ever. Há quem fale – indo além de um mero e chinfrim espaço geográfico – em “espaço divino”. Vai longe, muito, muito mais longe…

Que beleza contar com um companheiro dessa magnitude, ahm? Não é pouca porcaria.

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Wave
Tom Jobim

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho

O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho

Da primeira vez é a cidade
Da segunda o cais, a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver

O dia inteiro cantarolando essa música. É… Pois é.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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