A gente se liberta às vezes de certas amarras e de…

A gente se liberta às vezes de certas amarras e deixa escapar, saindo desavisadamente mesmo, um pequeno sorriso no canto do lábio. Um movimento que poderia ser apenas mais um, só momento tem tanto significado que, eu acho, nem encontra lugar onde guardá-lo. Na maior parte das vezes ele – o sorriso – mostra pra gente, o que a gente mesmo tenta ocultar. Você pensa que não é, tem absoluta certeza e, de repente, sorrateiramente, sua boca se move e, bom, então tudo desaparece, some, e renasce de outro jeito, noutra carcaça. É uma arma que tem a “consciência” (ou qualquer outra coisa nesse sentido) pra fazer a gente reconhecer enganos e mudar – sim, mudar!

Como quando você percebe que, sim, ela é feliz pensando daquele jeito torto, arranjando justificativas para seus atos, inventando teorias baseadas em livros, músicas, filmes – principalmente filmes. Odiando e sendo feliz. Sendo um ser dual. Isso eu aprendi noutra época (acho que das duas coisas que aprendi, a menos dolorosa): ser dual.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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