Trem das duas e quinze.

Eu serei obrigado a crer que o trem está atrasado, se antes de tudo acontecer, um apito mais longo e próximo não surgir. É impossível enxergá-lo do alto dessa montanha, apesar de os trilhos da linha passarem logo aqui em baixo. Um trem é um objeto intrigante, não só porque funciona com ar de água, mas também porque viaja por todos os lados, vê e sente coisas que não se pode perceber estando parado em algum único lugar. É por isso que decidi andar seguindo sua linha. A cada estação, um conhaque e um café – às vezes um croissant, mas só às vezes, quando sobra algum trocado depois de ter comprado a próxima passagem. Mas, veja só!, lá vem o trem. Devo ir. Parto, mas não sem antes lembrá-lo de que hoje é sexta-feira; dia de Setecétera, meu bom jovem. Não esqueça de mandar lembranças àquela horrível senhora com olheiras vermelhas e pele flácida que se encontra por lá essa semana. Culpa do Mr. Potato, aquele menino surreal. Vá, vá, não se prenda mais às minhas palavras confusas – e surreais! – vá, e divirta-se. Adeus.

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Sobre thiago gonçalves

se tanto.
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