acaba mas até continua

desimportâncias…

O em mim.

com 3 comentários

Do quanto em mim recrio e faço renascer obrigado por tão doce função, caril do tempo, fecunda, sombra enlevada por espírito tão graciosamente zombeteiro. Fustigado “pela dor e pelo eterno vento”, cabisbaixo ante o peso de uma realidade trucidante — contumaz sensação de impotência e perplexidade.

Oriundo de tanta riqueza, fruto de beleza ímpar, massacrado por desvios de um orgulho inútil, enquanto se viam ao largo recomendações e revoadas de muitos nomes.

Fixo e inerte, petrificado súdito da tristeza, espera docilmente a solução que ponha termo a um amor tantas vezes recriado. O fim de tudo, a luta, a falta, o sorriso largo, encimado por sentimentos fruidos, tristemente solitário, claro e amante, como pedras que transbordam sua alegria fria entre verdes e o ar.

Cânone, flácido — irradiando. A própria voz, o sopro. Menção ao antigo, respeito consentido — amigo amoroso. Farsa.

Escrito por Thiago Gonçalves

Fevereiro 8, 2008 às 4:41 am

Publicado em dos pequenos devaneios

3 Respostas

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  1. gosto do des-gosto…. por que?

    priscilla

    Fevereiro 8, 2008 em 5:09 am

  2. por que?

    Thiago Gonçalves

    Fevereiro 8, 2008 em 5:12 am

  3. ao longe oiço uma voz
    uma voz lá longe diz algo de mim
    que mal distinguo o que é
    nem se bom, nem mau julgamento
    mas é alguém
    é sobre mim
    e tamanha é a gana de dizer algo a respeito
    que se faz digna de ouvir
    ainda que indigna de ser levada à serio… ;)

    CoRa

    Fevereiro 14, 2008 em 3:43 pm


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