Archive for Janeiro 12th, 2008
“yo no veo otra salida”
já que são cinco horas da manhã e estou acordado, não me custa querer escrever. fico preocupado. não sei como será a volta à rotina. terei que acordar na hora em que tenho ido dormir… não é uma boa perspectiva. em 2007, nessa mesma época, estava me consumindo por dentro por não saber como seria. tudo. acordar muito cedo, encontrar pessoas diferentes — os alunos, os outros professores –, lidar com as obrigações burocráticas. e de tudo, acho que, no fim, bem no fim, não consegui me dar bem apenas com as malditas burocracias. hoje, a ansiedade é diferente. sei, melhor, suponho o que encontrarei baseado em alguma experiência (um ano, bem sei, mas não deixa de ser). fico aqui imaginando em mudanças que precisam acontecer nas minhas aulas. pensando em conselhos que escutei de outros, mais experientes — e, nesse processo, saudavelmente, ganho outras dúvidas. até que ponto quem me aconselha a “não ser amigo dos alunos”, por não ser essa “minha função” na escola, está correto? há um limite nessa relação? ela é meramente profissional, no sentido de que devo simplesmente transmitir os conteúdos da melhor maneira possível, sem me ater a assuntos pessoais? ser um professor é como ser um engenheiro — preciso, regrado, firme… tapado (mil perdões)? não devo conhecer meus alunos? “conhecer alunos” é “bobagem” desse povo que lê “aquele” Gilberto Freyre? sei cada vez menos. esse ano, terei uma aluna cega. completamente cega e na quinta série. informações sobre como lidar com isso, idéias de como apaixoná-la por uma Geografia que ela não vê, figurinhas pra trocar — tudo muito bem-vindo, sempre. a Cris Simon disse bem, 2007 ainda não acabou. ou é 2008 que não começa. quando começar, espero estar disposto.
lembranças
uma nova “seção” do blog: que trata dos livros lidos durante o ano. fica ali ao lado, mais pra meu controle — como auxílio à minha memória já falha após tantos anos de uso ininterruptos.
… a fina arte da ironia.
fico pensando que os meses podiam ser mais Janeiro às vezes. quatro livros em um mês… um deles, O Estrangeiro, lido ao lado da “pancada do mar” de Ubatuba — comprado no sebo da cidade, junto com Cem anos de solidão e O Velho e o Mar, que estarão na lista daqui algum tempo.
e vamos…







