“e chega.”
não consigo pensar em outro fim pra esse ano. já não sei mais escrever retrospectivas como sempre fiz — ou talvez já não viva mais como sempre vivi.
dois-mil-e-sete não deixará saudades. ficará marcado por fatos tristes e tem que terminar com um post triste, durante tanto tempo adiado.
houve coisas boas — e elas compreenderão minha escolha por mantê-las guardadas, intactas na minha memória. e hão de me perdoar quando eu invariavelmente esquecê-las.
minha memória é meu carrasco mais cruel. mantém indefinidamente o que me maltrata e não me permite guardar por mais tempo o que me alivia. e mesmo sabendo disso, não vou escrever pra lembrar. vou esquecer esse ano.
que já vai tarde.







