acaba mas até continua

desimportâncias…

Archive for Novembro 2007

ódio

com 2 comentários

(me chame de infantil. agora.)

o que fizeram aos corinthianos hoje no Pacaembu aqueles moleques que ousam vestir a camisa do meu time, não se justifica nem se explica.

eram 40mil pessoas num estádio em festa, esperando por um gol. um único gol – a ser marcado por pessoas que ganham suas vidas fazendo isso. não era pedir muito.

nenhum daqueles homens (à exceção de Felipe e Betão) merece (ou tem cacife para) estar jogando pelo Corinthians. Nelsinho Batista?! ora, pra onde o diabo achar por bem carregá-lo!

ainda que rebaixado, seguirei com ele, claro; porque não há muitas coisas nessa minha vida que me dêem mais orgulho do que ter sido feito corinthiano.  agradeço por isso.

agradeço, também, ao Atlético Mineiro (do professor Idelber) que fez a sua lição de casa. ao Goiás, um raivoso “¿por qué no te callas?“, depois de uma semana de muitos chiados. ao Grêmio, do Tiagón, peço licença pra uma vitória simples – que se não vier, estará apenas coroando os últimos anos de má-administração, desrespeito e pouco caso com a veneranda história de um dos maiores times desse País.

e por isso, em homenagem à corja que reuniu o “distinto senhor” Alberto Dualib (acompanhado de perto por seus odiosos aceclas) e sua estúpida, bandida e revoltante parceria com a maldita MSI, muito me felicitaria ir pessoalmente jogar-lhes a última pá de cal na cova profunda em que merecidamente deveriam estar enterrados – russo, iraniano, “turco”… essa escumalha toda.

(outra oportunidade: me chame de infantil.)

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 28, 2007 em 11:44 pm

Publicado em la comedie des jours

das sinceridades tolas*

com 2 comentários

Ouço samba desejando saber dançar. Celebro a vida nas pequenas coisas. Insisto na beleza da tristeza. Procuro belezas, tristezas, pequenezas… Se pareço triste, pode não ser mentira. Se pareço alegre, é por insistência.

O que é esquisito me cativa. Esperar o inesperado das gentes (como de mim mesmo), é meu passatempo favorito. E não desanimo tão fácil. Às vezes parece, às vezes um pouco… Mas aí o encanto faz das suas e no que revolta e assusta, encontro o que procuro. Busco e encontro.

Felicidade? É às vezes, porque nem sempre.

Olhos de menina brilhando é condição de vida. Só por ver, sem ser visto (normalmente). É a poesia da vida – que não é exclusiva dos poetas.

Busco fitas coloridas pra enfeitar cabelos. Busco não transformar dentro de mim aquilo que existe à minha revelia. Aprendi que o mundo continua apesar de mim. É um conforto não ter esse peso nas costas.

Que a (minha) vida passa por dar chance ao que ninguém vê. E se continuarem não vendo – uma pena. Queria mais talento pra saber dizer melhor as coisas que me encantam.

Um gigante manso e dócil. Um cantor de espelho. Uma criança grande.

Por aquilo que não é. Por desentender. Pela fraqueza ou pela dor. Pelo amor. O desdito. A farsa divertida.

Que há vida…
________
(*) Ou, “das tolices sinceras”…

aqui.

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 27, 2007 em 12:20 am

Publicado em dos pequenos devaneios

bela tristeza

com 2 comentários

Costumam rir de quem sente saudade da Elis Regina. Alguns poucos riem… Gente que, sei lá, rouba velhinhas, chuta cachorro doente, inventa o Nazismo ou o Khmer Vermelho. Gente que não é bem gente.

Sem coração, é impossível encontrar motivos pra sentir saudades da Elis. No entanto, entendo a possível inapetência. Deve haver ouvido em que não encaixam os versos cantados pela voz da Elis, e isso é completamente compreensível. O que não dá pra compreender é quem não gosta por birra; porque é “politicamente incorreto” não gostar dela. Besteira das grandes. Mas gente besta há aos montes – é algo intrínseco ao mundo. Pra existir mundo, é preciso que haja gente besta.

Ouvindo “Elis & Tom”, de 1974, fica a certeza de que, numa proporção amiga, há cem mil bestas pra cada Antônio Carlos Jobim e pra cada Elis Regina, uns duzentos mil birrentos. Não é possível que tenham criado muitas duplas assim tão perfeitas. Se tivessem criado, este mundo seria um lugar ao lado do Éden. Não é, enfim. Tanto assim que há, incrivelmente há, quem não queira “apenas” deitar no sofá abraçado às almofadas* e ouvir essa pequena pérola em silêncio – em respeitoso e contemplativo silêncio.

Eu defendo a beleza da tristeza com unhas e dentes. Quer me ver irritado? Basta dizer perto de mim que “bom mesmo é fugir da tristeza”. Pulo no pescoço. Num dia mais civilizado, raros dias, pego o indivíduo e trago perto de um fone. Ligo a quinta música deste disco, providencialmente chamada “Triste” e deixo a besta se arrepender sinceramente pelos curtíssimos dois minutos e meio da música. Está ali, nítido: é possível e bonita (perdão) a beleza da tristeza.

Clarah Averbuck, em entrevista dia desses, acompanhada de Leandra Leal (que, aliás, estrela o filme – “Nome próprio”, baseado em dois livros e em textos da Clarah), disse que escreve mais quando está triste – e que até se boicota: procura ficar triste pra escrever. Sem querer parecer papagaio de pirata, garanto que sempre notei isso. E, veja, quem sou eu? Mas sempre notei.

É um disco triste, esse, de 1974. E é de uma beleza, de uma doçura, de um cuidado, de uma qualidade, que não vejo muitos à frente dele. É um dos melhores discos do mundo – sem hiperbolismos e, claro, na minha humilde e pouco abalizada opinião. E deixa que riam… Contanto que não me atrapalhem as risadas, tudo ótimo.

_____

* Ah, sim. Digo “almofadas”, mas poderia (deveria?) ser substituído por aquela pessoa que te faz suspirar nas noites frescas da primavera, ok?

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 21, 2007 em 12:11 am

do recomeço

sem comentários

“(…) eu sou o que vocês são – não solta da minha mão. eu não vou mudar, não. eu vou ficar são, mesmo se for só; não vou ceder. deus vai dar aval, sim; o mal vai ter fim. e no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim.”

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 12, 2007 em 3:39 pm

Publicado em la comedie des jours

sobre a paz.

sem comentários

Hvarf_folder e Heim_folder

Hvarf e Heim. Um disco de regravações, com arranjos acústicos e um Jónsi explodindo nas horas certas; outro disco, com músicas inéditas, ao vivo, com aplausos de platéia e a energia fluindo pela cabeça, reverberante, desconcertante.

O Sigur Rós lançou dia 05 de Novembro seus dois novos EPs. Estão no mesmo “pacote de lançamentos” que o filme/documentário Heima, que vai mostrar uma turnê pela Islândia – com os quatro tocando pra quem quisesse ouvir, nos lugares mais improváveis. O Heima já estreou na Islândia e na Inglaterra.

Uma emissora de rádio dos Estados Unidos (National Public Radio – NPR) convidou a banda pra uma entrevista. Um misto de perguntas óbvias e/ou rasas transformou a entrevista em algo triste de se ver (ou ouvir).

Eu não vejo o que explicar. Não espero dos caras da banda racionalizações sobre o que eles fazem. Eles não têm outro objetivo que não seja fazer música. É o que fazem – e bem. Não preciso de mais. Não quero que expliquem como criaram ou por que criaram o “hopelandic” – me basta saber que ele existe e que faz das músicas do ( ) algo lindo de se ouvir.

Nunca busquei as traduções das letras. Não sei mais do que três ou quatro palavras em islandês – coisas bobas. E, no entanto, Sigur Rós é a banda que mais me emociona e mais me envolve em todo o mundo. Não preciso entender os significados – fico com a música.

Esses dois EPs apenas contribuem ainda mais pra que minha vontade se reforce. Há um cuidado tão grande e tão incrível com as canções: os vários níveis de instrumentos, a voz do Jónsi, agora se ouvem linhas de contra-baixo na lindíssima versão acústica de “Starálfur“, “Ágætis Byrjun” ficou ainda mais comovente, a sensação etérea de “Von” é algo indescritível… Enfim, é um trabalho cuidadoso, meticuloso, burilado – e lindo. Tão lindo quanto poderia ser algo espontâneo (como acontece, de fato), que também existe, nas gravações ao vivo do Hvarf.

São discos pra se ouvir com calma – permitindo a chegada da música, das nuances, dos sons inesperados, a voz que explode na hora certa, que se contrai – quase dolorosamente.

Eu choro sempre que ouço – e é um choro de alegria misturado com o veneno das minhas dores que saem junto. Em outras palavras, hiperbolicamente, Sigur Rós é meu bálsamo, meu encontro com uma essência que busco transpor para a vida, minha banda preferida do mundo inteiro.

E que bom que eles voltaram.

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 8, 2007 em 8:47 pm

Publicado em la comedie des jours

Charlotte of my own

com um comentário

Porque o importante é ter contatos nessa vida.

bell-johansson.jpg

Quem mais tem a própria Scarlett Johanson no MSN?

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 7, 2007 em 2:37 am

Publicado em la comedie des jours

spreading

com um comentário

e no MSN:

Olivia says:
o problema da verbeat
Olivia says:
é que a gente é um bando de gente legal e inteligente e cheia de vida e alegria, com um ótimo gosto e tudo, mas não manjamos nada de programação
Olivia says:
e, tipo
Olivia says:
eu sou a que mais manja de coisas ali, e eu só sei html e css, e só o suficiente para fazer blogs funcionarem
Thiago says:
humildes! humildes!
Olivia says:
quero dizer
Olivia says:
o gejfin usa tabelas
Thiago says:
vi Tiagón conclamando programadores semanas, meses, anos atrás.
Olivia says:
ahahaha, pois é
Olivia says:
não temos
Olivia says:
a gente queria até fazer umas coisas legais para agregar os blogs todos, com tags e viadagens, mas é inviável

ajuda, gente. ajuda lá…

Escrito por Thiago Gonçalves

Novembro 2, 2007 em 8:49 pm

Publicado em la comedie des jours