acaba mas até continua

desimportâncias…

Archive for Abril 2007

Indo

sem comentários

Ubatuba: um pedaço do paraíso na Terra.

Eu vou e só volto depois.

Bom fim de semana e tal…

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 27, 2007 em 6:21 pm

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Fogo no céu…

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Do alto de um morro, aqui em Pedreira, no fim de tarde desse domingo adorável.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 23, 2007 em 1:35 am

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La Marche de l’Empereur

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“A força de um documentário, com a fantasia de um conto.” São aves desajeitadas, lembrando de um passado distante, lutando contra o pior inverno do planeta, insistindo numa tradição… Uma tradição. Bicho tem tradição? Não sei.

Há tempos procuro por esse filme e nada de encontrar. Não tenho o hábito de baixar filmes completos pela internet, mas já poderia ter feito. Não me arrependo. Prefiro demorar muito tempo pra ver algo que eu pressinto que vai me emocionar. As pessoas costumam falar demais e estragam o meu prazer de assistir ao filme. Então é bom ter memória curta e esquecer de ver a estréia da semana. Quando lembro de ver, ou como agora, quando tropeço no DVD dentro da locadora, é a mesma surpresa de uma estréia particular.

A marcha dos pingüins” estreou aqui em casa hoje. Me fez rir, chorar… Me deu vontade de ter um pingüim em casa, de matar a pauladas a maldita foca. Me fez sentir uma tristeza que doeu quando mostraram o pobre coitado perdido no deserto de gelo, gritando e gritando e gelo, gelo, gelo… Aposto que se eu tivesse lembrado antes, as emoções seriam bem menos minhas.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 22, 2007 em 1:49 am

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aniversário, amigos, dessas coisas…

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Carta que eu enviaria a todos os amigos que lembraram do meu aniversário e mandaram seus bons desejos. Não sei como fazer isso, nem quero que vire um spam maldito. Fica aqui. Tomara que alguns leiam.

_____________________________

Eu sempre lutei (ainda luto) por uma noite como essa. Não houve presentes que me soterrassem, não houve festa farta e cheia de pessoas… Não houve. Mas houve (há) lágrimas nos olhos por eu ter conquistado a honra imensa de poder partilhar minha vida com pessoas tão especiais. Eu sou piegas. Ontem, tentando escrever alguma coisa qualquer sobre esse décimo-sétimo de abril, me irritei com minha pieguice e desisti do texto que saía cheio de referências emocionais sobre o ano que terminou. Mas não dá: sou assim, feito disso, me alimento disso – desse sentimento puro que a malícia dos dias que correm costuma chamar pieguice.

Quando peço pra não soltarem minha mão (porque é a mesma mão, exatamente a mesma) estou pedindo ao sentimento mais profundo que me une a cada um de vocês – e que vive no mais de-dentro de todos – a chance de fazer realidade essa minha possibilidade de dividir, de ser em cada um, de me doar pra cada um… Porque eu não sei ser de outro jeito. Muita gente já me disse que não presta ajeitar o do outro se o nosso está ruim. Eu ouço e concordo, porque alguém que não esteja ajudado (por si ou por outro), não pode pretender ajudar; mas não sei fazer de outro jeito. Escrevi uma vez (porque eu sempre escrevo), e repito sem medo agora, que eu iria ao Inferno e voltaria se preciso fosse por cada um de vocês. Não há, na minha vida, nada mais importante do que as amizades sinceras que construí durante esses vinte e três anos.

Eu sou o que vocês sabem, o que vocês vêem e raras são as vezes em que tento disfarçar isso. Falo alto, mexo as mãos; não falo, fecho a cara; rio, brigo, discuto, me calo… A gente não consegue fugir do que é. Não é ruim ser o que sou. Já foi. Numa época em que vocês não existiam e tudo era menos colorido, mais triste, menos possível. A mágica da amizade, penso eu cá com meus botões já velhos e carcomidos, é justamente essa propriedade que ela tem de tornar as coisas possíveis. Quem tem amigos verdadeiros sabe do que eu estou falando. Tem um qualquer coisa que você precisa fazer, alguém vai estar lá pra te ajudar. Tem uma conversa séria que você precisa ter, alguém vai estar lá pra te ouvir. Tem uma piada nova e tosca pra contar, alguém vai estar lá pra rir. Tem uma bronca pra levar, alguém vai estar lá pra puxar a orelha. Amigos apóiam a vida. Amigos são refúgio, porto seguro, jardim florido numa tarde fria, sorvete de massa num passeio por Ouro Preto, pizza na Borda de Ouro, viagem longa pra Belo Horizonte, lembranças queridas da infância, piadas no banco da EB, são os meus chupetas, festas e cervejas (sempre que possível), futebol no Brinco de Ouro, Geografia nas horas vagas, abraços (uta!), beijos na bochecha, carinho sem querer. Amigos são a minha vida – e os olhos cheios de lágrimas de agora são prova irrefutável do quanto são importantes cada um dos recados deixados na minha página do orkut.

Cada qual uma honra particular. Cada qual um universo inteiro pra explorar. Cada qual um jeito diferente de ser visto e de me ver, de entender e de ser entendido, de desentender e ser desentendido…

Precisava agradecer imensamente a todos pelos bons desejos. Um sorriso àqueles que leram e entenderam. Um outro àqueles que ao menos tentaram.

Obrigado a todos. Sinceramente.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 18, 2007 em 2:46 am

23

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17 de abril: dia de ficar mais velho.

Dia de festejar a vida.

Então vamos.

=)

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 17, 2007 em 12:44 pm

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“Chover (ou Invocação para um dia líquido)”

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Estranha essa noite particularmente criativa. Tão estranha que prefiro terminar com ela sem cometer nenhuma imprudência.

Se faço, arrependo depois – quando as coisas voltarem ao normal. Invencionice demais estraga tudo.

Metade da culpa é do Cordel do Fogo Encantado. Música de entranha… Puxa lá de dentro uma força que não sei de onde, que não sei se posso, que não consigo evitar.

Vocês que estão no palácio,
Venham ouvir meu pobre pinho.
Não tem o cheiro do vinho
Das uvas frescas do Lácio,
Mas tem a cor de Inácio,
Da serra da Catingueira,
Um cantador de primeira
Que nunca foi numa escola.

Pois meu verso é feito a foice
Do cassaco cortar cana.
Sendo de cima pra baixo
Tanto corta como espana,
Sendo de baixo pra cima
Voa do cabo e se dana.

Dizia ainda outro dia pra alguns amigos sobre o artifício das letras de música nos blógues. Normalmente é artifício de gente sem assunto. Não dessa vez. Não essa música. Parece poesia declamada. (Precisa ouvir. Ouvir pra apaixonar.) Realismo fantástico – uma Macondo por música. “Lirinha Buendía”. Cordel do Fogo Encantado devia ser receitado pra pessoas que vivem a vida desavisadas da beleza dela. Muda tudo. Mesmo quando é doído e difícil.

Lindo. Simplesmente, lindo.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 15, 2007 em 4:34 am

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no qual me desfaço, de novo.

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O Marcelo Camelo (mas talvez o Rodrigo Amarante), do Los Hermanos, escreveu uma canção chamada “Além do que se vê” (está no terceiro disco deles, o ótimo sensacional Ventura), que começa assim – os seus três primeiros versos:

Moça, olha só o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê

Longe de mim a tentativa de “decifrar” o que o Camelo quis dizer com essa letra ou o que ele sonhava enquanto a escrevia ou qualquer bobagem dessas – afinal, eu sou um fã legal do Los Hermanos.

As únicas coisas que eu queria dizer são as seguintes:

Não é mesmo nada fácil ir além do que se vê. É preciso muita força. É preciso coragem. É preciso desapego. É preciso ter medo e saber-se medroso. É preciso acreditar que há algo além do que se vê (e eu quase disse “é preciso ter fé” – só não disse porque não é preciso estar cego para poder ver). Eu tenho tentado – há 22 anos. Nos momentos em que cheguei mais perto, contei a algumas poucas moças. Apaixonado ou não por elas, transformei-as em meus relicários. Guardam (ou guardaram, não sei quantas se lembram, pra quantas isso foi realmente importante) o que de melhor eu pude “produzir”, legar, sentir… Normalmente foi escrevendo que me dei a cada uma delas. Escrever sempre foi meu modo de me deixar pelo mundo – aos poucos. Aliás, também são muito, muito poucos os meus relicários (talvez dois ou três, no máximo). Por quê? Porque sou feito de desimportâncias.

A outra coisa.

Essa banda, Los Hermanos… Quando meus filhos (filhos, Thiago?) me perguntarem sobre minhas músicas favoritas, quero lhes contar sobre essa banda. Quando eles forem contar aos colegas sobre as músicas que os pais ouvem, quero que falem sobre essa banda. Quero que essa banda os remeta à minha figura, do mesmo modo que Elis Regina me remete à figura da minha mãe e do mesmo modo que Tom Jobim me remete à figura de meu pai. As músicas dessa banda – a maior parte delas – diz o que eu diria. Os vocalistas, Amarante e Camelo, são o que eu sou – eu não duvidaria se o Amarante, mas o Camelo também, não me surpreenderia se eles próprios tivessem seus relicários. Espero não estar parecendo fã babão, porque não sou. Reconheço imensos fiascos na discografia dessa banda (aquela música do chá de habu pra curar a tosse e o chulé, pelo amor de Deus…). Mas mesmo os fiascos, são bons fiascos. Nessa música, eu só paro de cantar na parte do chulé (faço barulhos com a boca), reviro os olhos e sigo em frente. Não é mais identificação adolescente. Juro que não. É apreço por músicas repletas de poesia. Repletas da poesia que eu busco nesse mundo. A poesia que enche meus relicários. (Que pelo menos eu coloquei lá, se continua, já não sei…)

(Fica aí o registro dessa noite em que eu acreditei nisso tudo de novo. Por causa de um sorriso, por causa de algumas palavras, por causa de nada, de tudo… Aquelas coisas.)

Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
não vou ceder
Deus vai dar aval sim,
o mal vai ter fim
e no final assim calado
eu sei que vou ser coroado rei de mim.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 11, 2007 em 3:14 am

um alento, de repente…

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Parece que hoje é um dia normal: o sol quente, as mães e seus filhos nas ruas – indo e vindo -, homens presos em casacos estranhos, com tiras coloridas de panos suaves torcidas em volta do pescoço… Todos caminhando em vários sentidos. O mais divertido é sentar num banco qualquer (e não precisa ser necessariamente um banco) e observar o eterno ir e vir. Em cidades grandes de hoje em dia dá pra fazer isso com muita facilidade. É possível até escolher um belo cenário de fundo para a cena – porque, obviamente, alguém, de algum lado, vai estar te observando observar as pessoas que passam para todos os lados e que também observam pessoas que vão para outros lados.

Nunca cruzam olhares, as pessoas. (Quando cruzam, sorriem pensando em amores eternos, casuais, bonitos e raros como devem ser os amores nascidos de olhares furtivos.)

Há cadência nos passos, no respirar constante, na brisa que sopra quente vinda do asfalto mais abaixo, no perfume do restaurante indiano que abriu há pouco tempo na outra esquina… Uma cadência incrível – de não se poder crer mesmo. Alguém pisa forte no chão no exato segundo em que o menino da padaria gira o saco de papel; um segundo depois, um novo passo e o pássaro levanta vôo e escapa do ônibus que pára no ponto; enquanto a senhora com rosto vincado sobe no ônibus, a mulher desce os três últimos degraus da escada: um (três), dois (dois), três (um).

São mundos distintos – tanto o Mundo, quanto nós outros, eles outros, você, eu… Mas respeitamos, desavisadamente, uma cadência eterna.

O pingo da primeira chuva que vem descendo e que inevitavelmente vai se espatifar no chão (“espatifar” é uma palavra ótima) flagra lá de cima a fúria contida do Mundo. Ruídos, roncos, barulhos graves, barulhos silenciosos que aparecem no girar do Mundo e que seguram, que contém essa força imensa. As pessoas caminham pela cidade sem notar esses ruídos – quando notam, fingem que foi o celular vibrando na bolsa.

Mas hoje não é um dia como os outros todos. Não é. Um moço de boné amarelo vai falar comigo.

Deixe que fale. Que traga boas novas, o moço.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 9, 2007 em 12:49 am

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auto-retrato

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blasé
- adjetivo
1 que exprime completa indiferença pela novidade, pelo que deve comover, chocar etc.
- adjetivo e substantivo masculino
2 que ou aquele que está embotado pelo excesso de estímulos (sensoriais, afetivos, intelectuais etc.) ou de prazeres, e que se tornou insensível ou indiferente a eles
3 que ou aquele que tem ou demonstra apatia ou desinteresse em relação a tudo, por sentir ou crer ter esgotado todas as possibilidades de experiências ou sensações
4 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que se mostra entediado (sinceramente ou por afetação) com relação a coisas pelas quais a maioria das pessoas demonstra interesse.

[Verbete do Houaiss.]

As pessoas precisam tentar entender. Porque se ao menos não tentam fica complicado não me odiar às vezes.

=\

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 6, 2007 em 5:58 pm

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farfalla

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flutuam pelos céus e pousam calmamente em pedras lisas de rios cristalinos, buscando aquilo que as preenche. sem pretender o mais alto, fixam-se nas alturas medianas, criando aí momentos mágicos em que uma menina de sorriso fácil vem brincar de vê-las voando. e, como se soubessem, voam lindamente, fazendo-a sorrir ainda mais, a ponto de o sorriso competir em brilho e beleza com sol e estrelas que-tais que estivessem acordadas pra também vê-la. sorriso com covinhas. olhar curioso e brincadeiras de um humor fino e agradável. a fragilidade daquelas que voam nesta que as observa, sentada, segurando os joelhos. a doçura, o carinho… a força. a beleza.

em algum lugar importante…

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 5, 2007 em 2:23 am

Publicado em dos pequenos devaneios

trívia

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Frankfurt-am-Main

se você me perguntar o que essa foto quer dizer hoje, eu diria que não passa de uma panorâmica da cidade de Frankfurt, na boa e velha Alemanha.

mas me pergunte isso daqui uns dias… a resposta vai mudar.

Escrito por Thiago Gonçalves

Abril 4, 2007 em 12:54 am

Publicado em la comedie des jours